Luiz Fernando Salvadori Záchia

Depois da experiência de presidente da Assembléia Legislativa (2006), de líder do governo (2005) e de líder de bancada (2003 e 2004), o deputado Luiz Fernando Záchia (PMDB) projeta dedicar-se às questões do desenvolvimento e à relação do Legislativo com a sociedade. Eleito para o segundo mandato de deputado estadual com 53.972 votos, recebeu o desafio de exercer o cargo de chefe da Casa Civil, em 2007, tendo como principal objetivo viabilizar o novo modelo de gestão do governo Yeda. Após cumprir a missão na Casa Civil, Záchia recebeu uma nova tarefa da governadora Yeda Crusius. Em janeiro de 2008, assumiu a Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai), na qual seu principal objetivo foi focado ao crescimento do Rio Grande do Sul com a valorização de ativos competitivos do Estado como a "qualidade do capital humano, pesquisa, recursos naturais, matérias primas, boa infra-estrutura e competência gerencial do setor privado". Após integrar o secretariado estadual, durante um ano e seis meses, o deputado retomou suas atividades parlamentares na Assembléia Legislativa do Estado, em agosto de 2008. No Legislativo, Záchia destaca que suas ações serão focadas no desenvolvimento do Rio Grande do Sul, em especial o projeto de Revitalização do Cais Mauá em Porto Alegre.

Perfil do mandato
Na condição de presidente do Parlamento gaúcho, em 2006, Záchia liderou o Pacto pelo Rio Grande, projeto que envolveu o conjunto dos partidos e os segmentos sociais no debate de soluções para a crise financeira do Estado. "Acho que o Pacto, a exemplo de outras iniciativas, foram importantes porque fizeram uma radiografia da difícil situação financeira do Estado. E a grande contribuição do Pacto foi conscientizar a sociedade sobre esta situação e a necessidade de esforços coletivos para alterar o quadro atual", avalia Záchia.
A capacidade de articulação e negociação na sua atuação parlamentar no Legislativo consagrou o deputado como uma das principais lideranças à composição do governo de Yeda Crusius, no qual exerceu, em 2007, a função de chefe da Casa Civil e, em 2008, assumiu como titular da Sedai.
"Há 30 anos o Estado gasta mais do que arrecada e isso foi passado para a sociedade. Agora fica mais fácil buscar soluções coletivamente.", assinala. Conforme o parlamentar, as saídas estão no controle dos gastos públicos e na elaboração de um orçamento público realista, bem como no estímulo à diversificação econômica do Estado. Nas eleições de 2002, elegeu-se para o primeiro mandato como deputado estadual com os votos de 47.383 eleitores gaúchos. Seu reconhecimento aumentou pela dedicação aos assuntos dos porto-alegrenses. Entre eles, destacou-se a bandeira levantada contra a "fúria arrecadadora" dos "pardais" - equipamentos de controle de velocidade. Na Assembléia, participou de diversas comissões permanentes e da Subcomissão Mista sobre a Expansão do Sistema de Transporte Metropolitano de Passageiros - Sistema Trens Urbanos/Trensurb. Foi o presidente da Comissão Especial dos Pardais e Lombadas Eletrônicas. É, também, o atual Presidente do Diretório Metropolitano do PMDB em Porto Alegre.

Estréia como vereador
Foi na Câmara Municipal de Porto Alegre, em 1992, a estréia de Záchia na política partidária, seguindo o caminho da vida pública trilhado por seu pai, José Alexandre Záchia, que também foi vereador da Capital e deputado estadual, entre 1959 e 1963, pelo então Partido Democrata Cristão. Mas a troca do trabalho na iniciativa privada pela carreira política não é resultado de influência familiar, embora a herança paterna tenha contribuído, especialmente na primeira eleição. Segundo o parlamentar, seu ingresso na política foi motivado pelo processo político e o contexto do impeachment do presidente Fernando Collor de Mello. "Eu criticava a situação, mas não participava do exercício direto da política, embora já estivesse filiado ao PMDB. Assinei ficha no partido em 1991 a convite do senador Pedro Simon", recorda.

Colorado aguerrido
Em 1992, Záchia aceitou o desafio de concorrer a vereador de Porto Alegre e obteve êxito, mas se afastou de uma de suas paixões. "Antes de assumir a campanha saí do Internacional", relata o ex-dirigente e aguerrido torcedor colorado. De acordo com o deputado, a primeira campanha eleitoral (2002) foi extremamente trabalhosa. "Eu vinha da atividade esportiva, mas nem sempre é positivo misturar as duas coisas", analisa, esclarecendo que, ao contrário do jogador, o dirigente nem sempre conta com a simpatia da torcida. Záchia exerceu vários cargos diretivos no Sport Club Internacional. É membro do Conselho Deliberativo, foi vice-presidente de futebol por cinco vezes e 1º vice-presidente. "Depois que comecei na política tive passagens curtas e ocasionais pela direção, em 1995 e 1999, mas já não mais no dia-a-dia do clube".

Herança paterna e libanesa
Záchia também contou com outro fator positivo para a primeira eleição: a credibilidade do pai. "Isso é uma coisa que sempre me orgulha muito, recebo muito voto em função das relações do meu pai. Até hoje, mas principalmente em 1992, recebi muito voto de confiança que foi homenagem ao meu pai", descreve. Porto-alegrense nascido no bairro Floresta em 21 de novembro de 1955, Záchia reelegeu-se vereador para mais duas legislaturas na Câmara Municipal da Capital, em 1996 e em 2000. Em 10 anos de mandato, exerceu inúmeros cargos como a liderança da bancada do PMDB, a primeira secretaria e a presidência da Câmara.
Descendente de libaneses, Záchia faz questão de destacar a história daquele país, suas contribuições na cultura e economia do Brasil, além de lembrar a trajetória de sua própria família, que chegou ao Rio Grande do Sul em 1913. "O libanês é um povo que carrega em sua bagagem uma história de lutas e conquistas, de dificuldades, porém, também, de muitas alegrias e glórias. Temos que manter viva a chama do País dos Cedros e agradecer imensamente a acolhida que os brasileiros deram aos nossos familiares e patrícios que por aqui chegaram, com muitos sonhos, para fincar raízes neste chão e crescer majestosamente", enfatiza.
Záchia destaca ainda heranças da descendência libanesa na sua vida política. " Com muito orgulho, sempre foi representante da colônia libanesa tanto na Câmara Municipal de Porto Alegre como na Assembléia Legislativa, sendo um elo permanente desta comunidade com a sociedade gaúcha". Casado com Suzana, pai de um casal de filhos, Roberto (20) e Fernanda (23), Záchia se confessa plenamente gratificado com a atividade política. "Deixei a iniciativa privada para me dedicar a um projeto que acredito, minha expectativa é continuar nesta luta, fazendo o que gosto", afirma convicto.

 

 

 

 

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